"Hay un mundo a la vuelta de la esquina de tu mente, donde la realidad es un intruso y los sueños se hacen realidad". (Enciclopédia das coisas que nunca existiram)
segunda-feira, setembro 12, 2022
Dona Aranha divagando...
As palavras, são como uma tigela de sopa de letras no
inverno... Aromática, aquece e muitas vezes seu tempero nos faz delirar. Uma palavra dita no momento certo, bem colocada, nos salva! O problema é
que o bom tempero está passando batido. Uma pitada de sutileza, elegância, ponderação
nas palavras anda faltando em nossas tigelas. A expressão, o relacionamento
interpessoal anda insosso, pobre. A sopa de letra escorre pelo canto das bocas
que nem guardanapo de papel utilizam. O que poderia ser um diálogo agradável,
tornou-se um desconserto, uma desconstrução da coerência e do delicioso diálogo
numa crescente troca de ideias empolgantes e coerentes. A ignorância, a falta
de apetite pelo conhecimento, produz rebentos com alfabeto inteiro condicionando
e rotulando sua estadia, num mundo de sopa gelada de letras retorcidas, sem
sabor, servida de qualquer jeito, sem entendimento e nem conclusão... Talvez o
silêncio, no momento, seja um novo e adequado tempero, nesse mundo surreal.
By Casti
quarta-feira, agosto 17, 2022
Fio assimétrico
Cruza olhar de hoje
Atropela
Desdenha
Desconfia
Que do novo
Nascerá
O feitio
Que mesmo outro
Será
Com semelhanças
Do olhar de ontem...
By Casti
Dona Aranha divagando
A mão que segurava a pena, deslizara a caneta, tateava teclas...
Grossas lentes dos óculos, ou o olhar na concavidade das lentes de contato. A
história se repetia, com roupagens de vagabundo camarim, ou de circo decadente.
Não adiantara o disfarce da terceira dimensão, a velocidade da informação se a hipocrisia,
imperava, e a inversão dos valores essenciais e simples os quais nos tornava verdadeiramente
humanos, era peça raríssima, escondida no museu de nossa vergonha. Com quem
estava a bola? O martelo do juiz? Nas mãos de quem pagasse mais, mentisse com
perfeição ou cancelasse com mais habilidade ou pegasse a dianteira de bizarro
rebanho da conveniência...
By Casti
segunda-feira, agosto 08, 2022
Dona Aranha divagando...
Não percebia que estava com a cabeça no chão e as pernas no
ar... Tudo invertido... O princípio se tornara o fim sem questionamento, sem pesquisa,
sem vontade de saber qual das verdades era a mais coerente. A ética das coisas
havia se escondido no baú da indiferença e do cansaço coroando a desistência dos
melhores dias. Pior se tornara o melhor,
parecia que a luta era anulada em prol das verdades efêmeras, ajustadas na
vontade de qualquer herói de título comprado e da conivência dos que não mais
tinham sonho. Dolorida visão, onde a blindagem dos fatos era a proposital ignorância
dos que haviam desistido de fazer o seu melhor. E assim, o poste foi mijando no
cachorro com tanta frequência que a sociedade se acostumou e apoiou a inversão de
valores, jogando fora alguns princípios que lhe restavam.
By Casti
quinta-feira, agosto 04, 2022
Dona Aranha divagando...
O silêncio parecia ser algo prudente nessa jornada... Olhos e ouvidos atentos e dormência física e mental para o desinteressante! O problema é que tudo havia se tornado desinteressante, raso, imediato, inodoro. Era como se ela se sentasse em qualquer lugar e observasse a vida. Não queria falar, explicar ou explicações, só queria respirar e acabar a existência em paz, pois os percalços, as ocasiões, vivências somente interessavam a ela. O acumulado em sua passagem era uma leve brisa em dias quentes, somente para os atentos que validavam seu ticket de passagem e seguiam em frente tentando entender a geografia do caminho...
By Casti
quinta-feira, junho 23, 2022
Dona Aranha divagando...
Elas eram propícias, tinha ocasiões que chegavam na hora certa, instigavam e em muitas vezes arrematavam as dúvidas com velocidade devastadoras... Poderia ser vomitada ou pensada, mas sua sonoridade em momentos apaziguava, embalava ou corroía os tímpanos. Nos gloriosos momentos fechava um ciclo sem rodeios sem camuflar. indecisões. Em doce melodia parava uma guerra e nos convidava a rever atitudes... Deliciosa mágica, as palavras...
By Casti
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Dona Aranha divagando...
Ela registrava tudo na caneta, pois tinha certeza que era fundamental que nada se apagasse... Os bons e maus momentos, encontros e desencontros com a família, amigos, brigas, reconciliações... Batizados e enterros, façanhas executadas e frustrações por mau traçados planos. Infelizmente haviam pessoas que registravam sua vida à lápis, e para piorar uma borracha na ponta... Apagando inconvenientes, apagando pessoas, moldando perfeições, escondendo o indesejável...As canetas era uma arma perigosa para a sociedade do faz de conta, todavia a bola da vez era o lápis rabiscando com bela caligrafia, vidas em perfeição.
By Casti















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