Um antídoto
Um Band-aid
Uma droga eficaz
Um livro capaz
Uma música
Um beijo voraz
Um olhar verdadeiro
Uma palavra que casasse
Com o intento
Um ungüento
Pois não mais agüento
Brincar de viver...
By Casti
"Hay un mundo a la vuelta de la esquina de tu mente, donde la realidad es un intruso y los sueños se hacen realidad". (Enciclopédia das coisas que nunca existiram)
Temos raiva quando damos uma topada (além da dor é claro...), temos raiva quando somos injustiçados, temos raiva quando lançamos um olhar para o mundo e seu reflexo está turvo. Infelizmente no vasto leque da teia da vida, das palavras, o sentimento de frustração arrasta a raiva, a ira e a insanidade. Por muitas vezes não termos a humildade de reavaliar comportamentos e situações. Dói, quando um pedido nosso nem se quer mais é cogitado, dói, quando as pessoas estão tão cheias de si que apagam toda uma existência em exatos segundos. Dói quando a incoerência toma lugar de destaque e se apodera daqueles que se acham tão bons ao ponto de não ouvir ou precisar de ajuda. Não saber ou não querer ver e distinguir, que existem seres humanos frágeis, de pensamentos debilitados é sinônimo de no mínimo intolerância ou incapacidade de amar os que mais precisam... Sendo assim, num sentimento não de ira, todavia de grande tristeza e frustração, vamos jogando o boné, a toalha e deixando tudo para trás, na difícil arte de criar nova pele, quem sabe couraça, para melhor sobreviver... O grande problema é como e quando a couraça se formará na prole, que tem toda uma imensa e linda jornada por prosseguir. Nesse caso, tenho que contar com aquele cara multiforme que a duras penas, tenta mostrar um melhor caminho para continuar essa viagem..
By Casti
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Fazia tempo... Não era depressão ou essas coisas com nomes interessantes que serviam para justificar indignações! Tristeza camuflada nas asas da coerência. Decepções, fruto de expectativas não saciadas, a superficialidade das situações e o futuro forjado pelo imediatismo dos tempos, fazia com que ela roesse as unhas dos pés e das mãos... Ficava difícil viver num mundo, que constantemente tínhamos que retocar a maquiagem ou encontrar justificativas cretinas para situações absurdas. Como dizia “Elis”, “Deus está conosco até o pescoço”, e nesse dilema, problema cotidiano, íamos margeando o caminho, procurando atalhos em sapatos ortopédicos, para um melhor caminhar.
By Casti
Sufoco
Num silêncio velado
Um pacto
Com o orgulho
De engolir
Em grande estilo
No véu rendado
Onde tudo
Mascaro
Masco
Degluto
Respiro um céu
Fajuto
Adornado pelo véu
O falso céu
Que desce seco
Atiçando o palato...
By Casti
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Andava cansada daquela vida sem futuro... Dinheiro curto, possibilidades de futuro igualmente curtas. Ela morava no interior da Bahia, porém seu sexto sentido morava no meio do asfalto de Sampa. Um belo dia foi até a igrejinha a qual o Santo da ordem ela era devota e resolveu apelar... Rasgou meia e criou calo nos joelhos, mesmo assim não saiu sem um último pedido, que era bem simples... Uma direção na vida e perspectiva de dias melhores. Passado o evento de fé, ao chegar em casa num desses arranjos e possíveis milagres, ela conseguiu um pouso em são Paulo, onde encontrou o amor, a família e o amanhã, que tanto almejara.
By Casti
google imagem (Mãos)
Como sempre, era o final de uma jornada para o começo de outra... Para variar, ela estava cansada e mais uma vez, como todas às vezes, queria mudar tudo! Como seu mundo real não podia ser totalmente modificado, ela resolveu virtualmente deixar o pretinho básico um pouco de lado e simbolicamente caiar a própria vida de branco. Jogou a toalha, despiu-se e despediu-se do ano, pegou a mala, trocou o salto pelo andar descomprometido da havaiana (sem querer fazer propaganda...) e foi... Fui? Fomos, para poder agüentar o tranco, o trânsito o trampo. Sendo assim imbuídos de uma mistura de covardia e heroísmo vamos vivendo nesse universo dentro e fora de nós...
BY
CASTI
Dias de chuva e sol... Pessoas correndo, outras mais vagarosas. Pessoas de múltiplas expressões e sentimentos passando e ficando em nossas vidas. A rotina necessária, com nascimento e morte. Datas comemorativas marcadas em vermelho nos calendários, dúvidas recentes e fantasmas antigos assombrando decisões. O sexo rotineiro outrora surpreendente. Roupas em varais alheios, pensamentos em varais também alheios. O cansaço antecipado pela premunição de entediante futuro, onde nós de mãos levantadas pedimos um momento de atenção ou novos ventos que tragam milagrosas mudanças, para que tenhamos certeza que tudo prossegue com ou sem nossas bênçãos...
By Casti
Ela parou e observou aquele ser... Com certeza ainda o amava, principalmente por ele ser um ilustre desconhecido, desafio maior que enganar a volante no meio do sertão... Pedra bruta, de olhar furtivo e sentimentos confusos, algo indomável e insondável, tanto que ela remexeu o fundo do próprio bolso e não conseguiu encontrar a chave que a levaria momentaneamente naquele tosco céu.
By Casti