Foto: pbase{Casti}
"Hay un mundo a la vuelta de la esquina de tu mente, donde la realidad es un intruso y los sueños se hacen realidad". (Enciclopédia das coisas que nunca existiram)
Foto: pbase
Falar a língua dos homens é algo complicado... Muitas vezes, por alguns fatores eles escalam a montanha por caminhos diferentes, para fincar uma bandeira no mesmo local... Subindo o desafio, enfrentam as intempéries do orgulho, tanto dele quanto a do irmão que por outro lado galga nova altura. Ralam-se ou penduram os ganchos em fendas não sustentáveis... Atentam contra a própria vida por não saber escalar em dupla, usando as cordas e as sustentações no lugar adequado. É duro ter que passar por tudo isso e não perceber que chegando lá em cima sozinho, não teremos ninguém para abraçar após fincar a presença em tremulante e solitária bandeira...
{Casti}
Foto: Bosilo Bruno
Deus todo poderoso no controle dos dias... De bom humor acordou, olhou toda a criação... Viu a imensidão azul, envaidecido e ao mesmo preocupado, com a indiferença da humanidade que não reparava os tons do dia, resolveu modificar o Domingo (assim nomeado o tempo pelos homens), pegou o spray e desenhou no céu moldando pequenas nuvens ao sabor da imaginação dos que observavam a vida.
Foto: Canvas
E ela viajava... Sem mala nem nada, de quando em vez se apalpava para saber se ainda era real. Entrou em pânico! As pessoas viraram páginas, vitrines quase perfeitas, sonho do alheio, virtuosidade virtual, conectadas com ou sem fios, devaneios espalhados em detalhes um mundo composto de sedutoras pessoas, com idéias arrumadas que nem roupa recém lavada, esticada, saída do varal...
{Casti}
Foto: istock
Ela era assim... Provocante, igual cruzada da Stone, tinha instinto quase selvagem, coisa de “linhagem” de quem tem história tatuada no corpo, carrega mala pesada, novidades sensuais passadas, de caixeiro viajante, junção de opções com encruzilhada, livre posição que para o mundo todo demonstrou.
{Casti}
Escrever com salto fino ou “sandália de dedo”, não importa... Nem todos escrevem para platéia. Escrevemos por variados motivos e com certeza algum desses motivos não precisa ser o da aprovação. Rabiscar é como soltar pipa, comer algodão doce e lamber os dedos. Tomar cerveja sem colarinho, acompanhada de queijo frito. O prazer não tem compromisso a não ser o do próprio prazer. A maior viagem está nos aromas, paladares, a vista que o resto do mar não alcança até o azul de Zanzibar... Na ponta do lápis, caneta ou teclado, não importa, pois fundamental é poder criar trilhas com os rabiscos da imaginação.
Diariamente o universo paralelo é atropelado pela concepção “de não perder tempo para ganhar tempo” e assim, vamos ficando com o discernimento embotado. Entre uma opção coerente e um tiro, estamos próximos da segunda alternativa. Todos os dias as balas zunem em nossa direção e vão matando aos poucos... Somos alvejados, quando não correspondemos expectativas dos companheiros de jornada... Somos alvejados, quando os inseguros de plantão nos perseguem sem ao menos saber-mos “os porquês”. Estamos na mira da milícia maliciosa dos que perderam o ego em algum canto escuro... Assim, tristemente vão caminhando tanto erguendo quanto demolindo, de acordo com os cordéis das vontades, sustentando máscaras que no rosto não cabe, ao invés de utilizar seu lado “humano” e “positivo” para acrescentar.{Casti}
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Queremos tudo
Em pratos limpos
Guardamos falas
Às vezes mágoas
Para sobreviver...
Queremos tudo
Em pratos limpos
Pequenas mentiras
Para depois morrer...
Em pratos limpos.

Tem coisa que parece
Sandália nova
Apertada
Em cima de calo
Cebola ralada
Em olhar
Desprevenido
Palavra acertada
Para mouco
Dos dois ouvidos
Tem coisa que parece
Arame farpado
Na goela
Silêncio de locutor
Em programa
Tagarela
Tem coisa que parece
Amor de Julieta
Sem balcão
Ou janela
Tem coisa que parece...
{Casti}
Foto: Google imagem

Medicina, comunicações eletrônicas, viagens espaciais, manipulação genética, estes são os milagres sobre os quais agora falamos às nossas crianças. Estes são os milagres que alardeamos como prova de que a ciência nos trará respostas. As histórias antigas de concepções imaculadas e mares que se abrem não são mais relevantes. Deus ficou obsoleto.
(Dan Brown)
E ela lá... Purpurinada, brilhante, viva!!! Emoção e gingado ao sentir o arrepio da cuíca alinhando o compasso da escola, com o coração da lotada arquibancada... Madrinha, bela rainha, poderosa anunciando no molejo o que vinha ali pelo chão. Pouco tempo, para contar a glória da raça e vitória a qual a escola, queria cochichar em ritmo de samba, contando tudo para a delirante multidão.
{Casti}
Foto: uol (Galisteu)


Ela entrou no espaço... Todos estavam ruidosos, quase tigres, quase enfileirados. O engraçado era a necessidade comum de estar nas posições para qualquer manobra... Mesmo cansados de um dia inteiro de trabalho, restava o grupo, a vontade de aprender a saltar, esquivar, correr como crianças... Tal qual tigres... Liberados de mais um dia de asfalto, para tentar o último objetivo do dia...
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Josephina ou Josefina? “Bisa”, assim era chamada aquela senhora com os cabelos brancos, o batom fino e sutilmente torto... Recendia a Myrurgia... De falar pausado e vivo, sentada em sua cadeira de balanço, desfiava os episódios da família em tempos de imigração. Gastava quilos e quilos de açúcar, para adoçar a boca dos filhos, netos e bisnetos, com receitas de guloseimas e histórias recheadas de atenções... Coisas da bisa, que morava na Tijuca...
{Casti}
Foto: Burak
E ele era assim, sutil como o cetim dos lençóis... Conhecia cada palmo daquela estrada e mesmo assim não se cansava de encontrar infinitos atalhos... Cada som que ele emitia, soava como um Mantra despertando sentidos, fazendo o que antes conhecido fosse renovado e até imprevisto, no desejo provável.