
Lá vai Cleonice, cheia de brilho, cheia de vida, coberta de plumas, cores e purpurina. Embalada nas raízes, cantada em verso e prosa, empunhando na raça as cores de sua escola. Escola da vida, com samba rasgado, ritmado pelo suor diário de seu trabalho, pela fila do ônibus, o dinheiro que falta a cachaça do homem com quem dorme. Lá vai Cleonice com menos de uma hora de samba, onde mostra sua graça e ganha na raça o alvorecer na avenida, na apoteose da vida. Abram alas para Cleonice, passista, malabarista, equilibrista. Mãe, mulher, amante, brasileira, primeiro lugar no quesito, sobrevivência.
Tecido por
Casti
Boa tarde, Casti... no fundo, acho que todas somos, um pouco, Cleonices...
ResponderExcluirBj oca,
Ana